O evento serviu como palco para a construção conjunta de propostas e soluções integradas, visando transformar o atual cenário viário em um ambiente mais seguro e humanizado.

O grande destaque do evento foi a apresentação de uma pesquisa inédita que ouviu 23.240 usuários de trânsito em todos os 27 estados brasileiros. Os dados revelaram que o Índice Geral de Cultura Viária no país é de 65,1 pontos, considerado apenas moderado.

Embora a conscientização individual sobre os riscos seja alta (atingindo 91,2 pontos), quase 60% dos participantes relataram já ter sofrido quedas ou colisões.

Esse panorama alarmante se reflete diretamente na saúde pública, uma vez que os motociclistas concentram cerca de dois terços de todas as internações hospitalares decorrentes de sinistros de trânsito no Brasil

Diante desses diagnósticos, a cúpula propôs uma nova agenda estratégica para a segurança no trânsito, enfatizando que a responsabilidade não deve recair apenas sobre o condutor

O movimento defende que a segurança viária exige melhorias estruturais, fiscalização eficiente, a criação de uma rede de apoio e de um observatório voltado para traumas

Para consolidar esse compromisso e direcionar as futuras políticas públicas e ações do setor, os debates induziram a elaboração do documento “Carta Aberta aos Usuários de Veículos de Duas Rodas”, que reúne diretrizes essenciais para preservar vidas nas ruas e rodovias do país.

São Paulo registra recorde de mortes de motociclistas; casos envolvendo ciclistas voltam a crescer

Com 334 casos de janeiro a agosto, a cidade de São Paulo atingiu o maior número de motociclistas mortos na soma dos oito primeiros meses de um ano desde 2015, quando começou a série histórica do Infosiga.

Os dados foram publicados nesta quarta-feira (16). A alta foi de 6,4% em relação a janeiro a agosto de 2025, quando 314 pessoas que estavam em motos acabaram mortas.

O número atual supera os 321 registros de 2021, até então o recorde. Segundo a matéria, em nota, a CET (Companhia de Engenharia Tráfego) cita a faixa azul —sinalização no asfalto para circulação exclusiva de motocicletas— como ação para reduzir o número de acidentes. Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), são 46 vias, beneficiando cerca de 500 mil motociclistas por dia.

No caso dos ciclistas, a estatística de óbitos volta a crescer após um ano de queda: em 2024 foram 31 casos, o maior dado da série histórica. Atualmente, a cidade tem cerca de 800 km de ciclovias e ciclofaixas.

O Programa Operacional de Segurança em pontos com maior índice de acidentes, além da implantação de áreas calmas (onde o limite de velocidade é de 30 km/h), rotas escolares seguras, ampliação do tempo de travessia, das faixas de pedestres e das travessias elevadas e implantação de minirrotatórias.

Segundo à prefeitura de São Paulo, a CET também monitora diariamente os acidentes e reforça a fiscalização com equipes em campo, presença de agentes em cruzamentos, uso de equipamentos eletrônicos e painéis informativos, além da realização de campanhas educativas durante todo o ano”, afirma a nota.

Em todo o estado, houve queda de 5,5% dos óbitos—foram 3.900 em 2026. Apenas os casos envolvendo motociclistas (1.830) tiveram alta, de 1,9%,.