
Atualmente, a Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) trava ampliação e renovação da Faixa Azul e não emite autorização para o projeto na capital continuar. A autorização como projeto encerrou-se oficialmente em março de 2026 e, pode a qualquer momento, ser extinta pelo governo federal.
O problema da circulação de motocicletas entre veículos se configura como uma prática
que vem ocorrendo não só no Brasil, mas também em outros países. O projeto
experimental “Faixa Azul” tem atraído interesse não só dos órgãos de gestão do trânsito
nacionais, mas como também de órgãos internacionais que buscam conhecer a
experiência de São Paulo.
A análise consolidada de um relatório da CET-SP mostra que os 232,7 km implementados em 36 vias estratégicas de São Paulo permitem uma conclusão incontestável: a Faixa Azul deixou de ser um projeto
experimental para se consolidar como uma tecnologia de preservação da vida.
Ao contrário das hipóteses iniciais, a Faixa Azul não estimulou o aumento de velocidade.
Pelo contrário, observou uma redução de 5,5% na velocidade média e uma queda
drástica de 16,6 pontos percentuais no desrespeito aos limites regulamentados em
pontos fiscalizados.
O pioneirismo de São Paulo projeta a cidade como um laboratório global de soluções em
mobilidade. O intercâmbio de experiências com outros países, como França e Espanha,
ratifica que a Faixa Azul é uma resposta técnica de baixo custo e altíssimo impacto,
alinhada às diretrizes da Portaria SENATRAN nº 217/2025.